segunda-feira, 8 de março de 2010

A falta

Onde estão as amigas
e seus conselhos mágicos?

Onde estão os abraços sinceros
e a cumplicidade das irmãs?

Já não são braços que acolhem...
mas ombros cansados como os meus.

Estão famintas de palavras divinas,
estão chorando como meninas,
e precisam tanto quanto eu
de alguém que entenda, simplesmente.

Dos conselhos de quem sente
ou já sentiu o mesmo que a gente.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Hoje é aniversário de Zé. Parabéns amor!

Comecei pensando em que escrever pra ele e nada... dei uma olhada nos textos antigos do meu blog, no blog dele... e nada. Mas em dois anos juntos a gente meio q já tem um acervo de textos e fotos bem legais, daí a idéia de reunir tudo num álbum que guardaria a história de nós dois. Presente legal pro dia dos namorados, mas foi de aniversário mesmo.

O melhor disso tudo foi que, nessa pesquisa toda, ler textos bem antigos dele, de tempos que ainda nem nos conhecíamos, me fez conhecer alguém tão diferente do que eu conheço hoje! É impressionante como as pessoas mudam com o tempo... ou seriam as circunstâncias?

O pessimista ainda aflora de vez em quando, só quando há tristeza, mas é que agora momentos tristes são mais raros.

A baixa auto estima sumiu... encontrou alguém que descobriu nele o que se havia de melhor... e também se descobriu.

A espera infinita por um amor tão grande quanto o que tinha a oferecer, finalmente findou! Achou seu bem querer.

A solidão foi embora e também a dor, embora sozinho, não lhe falta amor.

Agora não se queixa pelo tempo que passa por passar o tempo na espera... nem se dá conta do que passou nem lembra de quem era.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Meu casamento

Eu não queria vestido de noiva, eu não queria bolo de casamento, nem véu, nem lembrancinhas, nem convite, nem festa... eu queria casar somente, e ser feliz pra sempre! Eu queria uma cerimônia linda, simples e barata!!!

Mas pra casar hoje em dia você tem que ter muito dinheiro! Porque ninguém entende quando você diz: "quero algo simples e diferente". Para os outros casamento simples é casamento feio, o diferente é o mais caro, tem que ser chique, ter glamour! A noiva tem que tomar a atenção só pra ela, tem que ter vestidão e véu batendo no chão, tem que ter a foto no bolo e tem que decorar a igreja e o local da recepção... tem que ter muitos convidados, tem que agradar a todos eles... ufa! difícil hen?

Você se stressa fazendo aquilo que os outros esperam de você, gasta o dinheiro que tem e o que não tem, faz uma festa grande, uma cerimônia para toda a família e amigos, chama os parentes mais distantes, os amigos da família, os amigos dos amigos, afinal, você "precisa" comemorar em grande estilo este momento que é único em sua vida, nem que para isso ultrapasse cem vezes seu orçamento. Então você faz uma recepção pra ninguém botar defeito... mas eles botam defeito! Comem, bebem, se divertem e ainda saem falando mal! Os noivos não conseguem curtir a própria festa, porque tem que estar checando se os "mil" convidados estão sendo bem servidos, passar de mesa em mesa, cumprir os ritos tradicionais: a valsa, a longa sessão de fotos, cortar o bolo, estourar o champangne, brindar em frente às câmeras... vêem tudo passar tão rápido que no final o que resta é o cansaço em plena noite de núpcias e em seguida as faturas para pagar durante vários e longos meses!

Graças a Deus Zeh nunca fez questão de nada disso, aliás quem fez questão de alguma coisa nesse casamento fui eu! Queria um casamento na praia, um vestido simples, pé na areia, sem estrutura, sem iluminação, sem bolo, sem valsa, só nós, a areia e o mar!
Infelizmente não deu pra ser na praia, pois em pleno veraneio as praias estão lotadas e os hotéis sem vagas.

A solução foi arranjar outro lugar bonito. Escolhemos um hotel fazenda belíssimo, fizemos tudo em um quiosque bem pequeno, ao ar livre, pois decidimos convidar apenas o pessoal de casa (pais, mães, irmãs, cunhados) e os amigos mais chegados. Contando com o pastor, músico, fotógrafo e noivos, foram 21 pessoas ao todo.
O local da cerimônia teve uma decoração simples e bonita, a recepção foi no hotel em que ficamos hospedados. Não fechamos o restaurante para esta ocasião nem colocamos decoração alguma, não teve bolo, brinde com champangne, nem valsa (afinal, a gente não gosta de beber nem de dançar mesmo!)apenas reservamos uma mesa para vinte no restaurante do hotel, fizemos o pedido, comemos, nos divertimos e depois pagamos. Simples como um jantar em família!

Não fizemos uma sessão demorada de fotos nem no local da cerimônia nem na recepção. Pedimos ao fotógrafo que captasse os momentos espontaneamente e, quando voltássemos da lua de mel, faríamos um ensaio fotográfico na praia e isto bastaria para completar o nosso álbum. A filmagem não foi profissional, uma amiga se ofereceu para registrar tudo com a sua câmera, o que fez tudo ficar ainda mais natural e espontâneo. Ainda não vi como ficou a filmagem mas também não vou contratar ninguém para fazer o DVD, vou editar tudo no meu computador e tentar deixar tudo o mais criativo possível!

No final de tudo postei as fotos no orkut e pasmem! Pelos comentários, este estilo de casamento é o sonho de muita gente: muito lindo, simples, natural e barato... enfim, perfeito!

Sim, foi perfeito para mim, porque apesar de ter tido apenas três meses para organizar tudo, a cerimônia foi um momento único, diferente e inovador como eu gosto, os momentos foram todos muito bem captados, ninguém saiu falando mal, pelo contrário... pudemos dar atenção à todos os convidados e nos divertir com eles! Paguei tudo à vista e ainda sobrou dinheiro na conta! hehehehe

Nataly Azevedo - 12/01/2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Meus Votos




Porque não tenho olhos para outro olhar

Porque mesmo nos instantes

em que outro possa me interessar

Teu amor será algo a me lembrar que quero a ti

E mesmo que já não haja entre nós sinal algum

deste sentimento que nos une

Prometo ser –te fiel sempre

porque primeiramente

a Cristo obedeço.

Porque teu amor por mim

é maior que a ti mesmo

Porque és fiel e digno

Terás meu amor e meu respeito

E mesmo que assim não for

Se acaso mudares ao longo da vida

Na força da oração manterei

Meu respeito e meu amor.

Porque tantas alegrias me deste

Porque tantas ainda viveremos

Te amarei imensamente nesses momentos.

Mas se acaso a tristeza nos assolar

E as circunstâncias nos atribular

Ainda muito te amarei nos sofrimentos

Crendo que o Pai cuidará de nós nestes momentos.

E se porventura Deus

Com a riqueza nos presentear


Te amarei pelo que és

E não pelo que podes me dar.

Porque mesmo na pobreza te amaria

Pois mesmo na escassez sei que teria

A fé a nos alimentar.

Porquanto um dia tomei a decisão de te amar

Independente do que o futuro trará

Todos os dias, até que a morte nos separe.

Nataly Azevedo