Há sete meses eu não que poderia imaginar estar onde estou hoje. Um curso trancado, um emprego de dois períodos, um projeto de conclusão de curso pendente, um monte de outros compromissos na igreja, um grupo de amigos de laços estritamente fortalecidos, um namorado que... era a pessoa q eu esperava há... hum... bem mais que sete meses. Sem contar nos serviços domésticos que ultimamente estão todos a meu cargo devido as freqüentes e demoradas viagens dos meus pais.
Pois bem... todos estes afazeres tem me feito repensar melhor o meu tempo. Dormir de madrugada já virou rotina, no trabalho tenho hora pra entrar, mas a hora que saio... hum, aí vai depender d quantas horas extras vou ter que fazer no dia. Geralmente prefiro ficar direto na hora do almoço quando tem muita coisa pra entregar, (de vez em sempre) assim economizo o tempo do preparo do almoço, o tempo que me desloco até em casa, evito até o desgaste de andar no sol de meio dia às 14hs. Pois bem... chegando em casa às 19hs, quase sempre, quando não é isso, é mais... tenho três horas pra dividir entre as tarefas que já citei acima. Resultado: Assisto uma série no PC pra descansar, e não faço mais nada. Tô esgotada.
Tempo. É o que rege nossas rotinas, o que determina como e o que vamos fazer em cada momento. E talvez seja, o que todos precisam para viver uma vida mais regrada, menos corrida, menos estressante. Será?
Há algum tempo tenho percebido o valor da disciplina, uma melhor divisão de tarefas talvez permita a solução de 70% dos problemas gerados por falta de tempo. Se o dia tivesse 48 horas continuaria tão corrido quanto é, pois quanto mais tempo me é disponibilizado, mais atividades e responsabilidades me são dadas a executar, muitas vezes eu mesmo as busco. Solução: definir minhas prioridades, traçar um cronograma e buscar atingir minhas metas, desde acordar realmente na hora em que o despertador toca até reduzir o tempo de descanso para dar lugar ao horário de leitura, decidir dormir um pouco mais tarde para não deixar de fazer o devocional.
Com o tempo eu vou aprendendo, mas aí chega o sábado. O fim de semana diz tudo sobre como eu administro meu tempo, é o tempo que eu tenho livre e então, são várias horas livres. O que eu faço? DESCANSO. Tudo errado!!!
Se durante a semana eu praticamente só me dedico à tarefas seculares, no fim de semana não seria o momento para me dedicar `a obra de Deus?! Mas muitas vezes isso fica restrito apenas aos cultos do domingo, e do sábado à noite.
E aí é que eu posso notar a sutil diferença entre trabalhar para viver e viver para trabalhar.
Uma amiga me disse uma vez, que nossas atividades seculares é a mochila que Deus nos dá para seguir o caminho da nossa longa viagem, que é a nossa vida com Deus.
Boa comparação, eu pensei. Na verdade, tudo nessa vida é um pretexto para disseminarmos a Palavra, e todas as pessoas com quem convivemos são alvos propícios à evangelização. Mas o problema é que quando o sol está à pino e nossas pernas cansadas de caminhar, a estrada parece ser incandescente e seca o suficiente para nos fazer parar e entrar um pouquinho dentro da mochila. Nossa vida secular é muito mais atraente. Aos poucos, nos acomodamos e passamos a viver estancados, estacionados no meio do caminho, atolados em nossa carreira, estudo, relacionamentos e tantas outras atividades que porventura tenhamos no dia a dia. Fazer um devocional de 10 min por dia e freqüentar os cultos regularmente já nos é suficiente. Esquecemos do que nascemos para fazer, esquecemos de quem realmente é Deus, esquecemos de quem somos nós perante Deus.
Derrepente você acorda e está diante do grande dia. O Juíz sentado em seu trono glorioso. Você sabe que está ali para a prestação de contas. Neste momento o conhecimento da palavra que você acumulou durante sua vida não vai adiantar muito, mas como e quanto você se dedicou à Obra para que vidas fossem salvas.
Nataly Azevedo
